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segunda-feira, 25 de maio de 2015

Literatura europeia na década de 30

Literatura é a arte de criar e compor textos, a qual também pode ser entendida como um conjunto de textos escritos, sejam eles de um país, de uma personalidade e de uma época. O continente europeu desde muito tempo atrás esteve no centro da produção literária mundial, de modo que vários estilos e movimentos de origem europeia difundiram-se rapidamente pelo mundo. A década de 30 na literatura europeia é caracterizada por uma forte influência modernista combinada, em alguns casos, com elementos vanguardistas, principalmente, dadaístas e surrealistas.
Os anos 30 foram marcados pelos reflexos da Grande Depressão, período de uma das maiores crises econômicas mundiais, fato que significou, indiretamente, um auxílio à instalação de sistemas totalitários na Europa, tendo como exemplo o fascismo, na Itália. Vale também ser lembrada a Guerra Civil Espanhola que, iniciada em 1936, exilou alguns dos principais escritores espanhóis da época e terminou com um grande número de mortes. A junção desses e de muitos outros fatores resultou numa atmosfera sombria e pessimista de algumas obras. Outros autores, porém, impulsionados pelos avanços trazidos pela Revolução Industrial, optaram por retratar as mudanças na vida cotidiana da sociedade, principalmente da burguesia.
Como exemplo da produção literária da década temos o poema “A Vitória de Guernica” (1937), do poeta francês Paul Éluart, no qual inspirado por um dos principais e mais trágicos episódios da Guerra Civil Espanhola, o autor apresenta características surrealistas combinadas com uma liberdade métrica característica dos poemas modernos. Já em 1930, foi publicado “Vile Bodies”, segundo e mais ostensivo romance moderno do escritor britânico Arthur Evelyn St. John Waugh, , no qual pode ser observado uma sátira à sociedade burguesa decadente em Londres no período entre as duas Grandes Guerras.
Capa da primeira edição britânica de Vile Bodies.
Outros autores importantes são o irlandês James Joyce, que extrapolou os limites do romance moderno com a obra “Finnegans Wake” em 1939, e também o britânico naturalizado Thomas Stearns Eliot, o dramaturgo alemão Bertolt Brecht e o poeta espanhol Federico García Lorca.
A literatura europeia desde muito tempo é tida como tendência mundial e os estilos lá desenvolvidos se dissipam por vários países até os dias de hoje. O próprio Modernismo foi um exemplo disso, atingiu as mais diversas formas de arte nos mais diversos países. Na década de 30, metade dos prêmios Nobel de Literatura, maior premiação anual da literatura mundial, foram concedidos à escritores europeus, tal feito pode ser observado em várias outras décadas, porém o desenvolvimento de diversos países no campo literário tem tornado este prêmio cada vez mais disputado.

Bibliografia:


Por: Jéssica Paula de Lima Nolasco.  
Número: 12

Literatura oceânica na década de 30

     Literatura é a arte de compor e expor escritos artísticos, de acordo com princípios teóricos e práticos. A literatura Oceânica concentra-se em seus principais países: Austrália e Nova Zelândia. A australiana teve origem logo após o país ser colonizado pelos europeus. Enquanto isso, a neozelandesa desenvolveu a sua escrita por meio de habitantes ou imigrantes.
     Na década de 1930 a literatura da Nova Zelândia foi largamente influenciada pelo modernismo e pela Grande Depressão, os escritores passaram a desenvolver histórias mais focadas nas experiências de seu país. A literatura passou de uma atividade jornalística para uma busca mais acadêmica. A participação nas guerras mundiais possibilitaram alguns escritores de ter uma nova perspectiva sobre a cultura de seu país e com a expansão pós-guerra a literatura local floresceu.
      A literatura australiana, em especial, se inspirou na literatura britânica e europeia, também houve certo paralelismo entre o desenvolvimento da literatura australiana e a norte-americana, os contos orais dos indígenas do país e as histórias de vida dos colonos presos contribuíram para o desenvolvimento de um modelo literário australiano da década.
      Sendo assim, a literatura oceânica sofreu influências de tradições inglesas, e com o passar dos tempos conquistou sua independência desenvolvendo características próprias. De um modo geral, as obras literárias do continente são caracterizadas por abordarem temas dos países que o compõem, constituindo, assim, uma literatura autêntica.


       Bibliografia:
 
Nome: Ana Caroline Lemos Henrique

Número: 03

domingo, 24 de maio de 2015

A Década de 30 na Literatura das Américas

O quadro social, econômico e político que se verificava no mundo no início da década de 1930 – o nazifascismo, a crise da Bolsa de Nova Iorque, a crise cafeeira, o combate ao socialismo – exigia dos artistas uma nova postura diante da realidade, uma nova posição ideológica.
O Brasil e o mundo viveram profundas crises nas décadas de 1930 e 40, nesse momento o romance brasileiro se destaca, pois se coloca a serviço da análise crítica da realidade.
"Vidas Secas", romance publicado
         em 1938 pelo escritor
          brasileiro Graciliano Ramos.
Na prosa, foi evidente o interesse por temas nacionais, uma linguagem mais brasileira, com um enfoque mais direto dos fatos marcados pelo Realismo – Naturalismo do século XIX. O romance focou o regionalismo, principalmente o nordestino, onde problemas como a seca, a migração, os problemas do trabalhador rural, a miséria, a ignorância foram ressaltados. Dentre os muitos poetas e escritores desta época destaca-se Jorge Amado, Graciliano Ramos, Rachel de Queiroz, Carlos Drummond de Andrade e Vinícius de Moraes.
Além do regionalismo, destacaram-se também outras temáticas, surgiu o romance urbano e psicológico, o romance poético-metafísico e a narrativa surrealista.
Já na América do Norte, a expansão do ensino superior e a disseminação da televisão nos Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial possibilitaram que pessoas comuns obtivessem informações por conta própria e se tornassem mais sofisticadas.
A ascensão do individualismo de massa — bem como os movimentos pelos direitos civis e contra a guerra dos anos 1960 — deu mais poder a vozes antes emudecidas. Os escritores revelaram a sua natureza mais íntima, bem como experiências pessoais, e a relevância da experiência individual indicava a importância do grupo ao qual estava ligada. Homossexuais, feministas e outras vozes marginalizadas exaltavam suas histórias. Escritores judeus americanos e negros americanos encontraram grande público por causa de suas variações do sonho ou do pesadelo americano.
Escritores de origem protestante, tais como John Cheever e John Updike, discutiram o impacto da cultura do pós-guerra em uma vida como a deles. Alguns escritores modernos e contemporâneos ainda estão ligados a tradições mais antigas, como o realismo. Alguns podem ser descritos como classicistas, outros como experimentais, estilisticamente influenciados pela transitoriedade da cultura de massa ou por filosofias como o existencialismo ou o socialismo. Outros são mais facilmente agrupados por etnia ou região. No entanto, como um todo, os escritores modernos sempre afirmam o valor da identidade individual.
Na América latina, a literatura era predominantemente oral feita pela própria coletividade marginal. O chamado “romance regionalista” (hispano-americano) não costumava apresentar, nesse contexto, a não ser o resultado de um olhar desde o andar de cima, quase sempre racista e, segundo o caso, divertido ou melodramático. Só em alguns romances relativamente “periféricos” da época, como os de Juan Pablo Sojo (Venezuela), aconteceu uma verdadeira aproximação, embora limitada, aos dramas humanos da periferia sociocultural.
Mas seja para contar “novas” histórias, seja por um compromisso existencial político ou cultural dos setores referidos, muitos escritores latino-americanos da década de 30 tentaram evocar os próprios dramas dos marginalizados socioculturais. Alguns deles, narradores de ficção e ao mesmo tempo antropólogos, etnógrafos ou folcloristas, alternaram de diferentes maneiras a prática literária e o trabalho etnográfico. É o caso de Lydia Cabrera, Mario de Andrade (Brasil) e José María Arguedas (Peru).
Pode-se analisar que a década de 30 foi uma fase de ruptura que destruiu antigas estéticas no mundo da arte. A literatura nas Américas passou a ser voltada para as raízes nacionais, e a ideologia da época estava direcionada para a análise crítica da relação entre o homem e a sociedade. A literatura passou então a considerar o homem como um ser de conflitos interiores e traços emocionais.

Laura Borges Lopes Garcia Leal - nº 15

Bibliografia:

http://www.revistas.usp.br/ls/article/view/18081/20145
http://www.embaixada-americana.org.br/HTML/literatureinbrief/chapter07.htm
http://www.brasilescola.com/literatura/o-modernismo-no-brasil2-fase.htm
http://www.estudopratico.com.br/modernismo-geracao-de-1930/
http://guiadoestudante.abril.com.br/estudar/literatura/vidas-secas-analise-obra-graciliano-ramos-702012.shtml

Literatura no continente africano

A África possui uma rica e variada literatura que foi se desenvolvendo através dos tempos. Sua literatura escrita esteve sempre em débito com a literatura oral, na qual se incluem os contos populares, frutos da imaginação popular cujos personagens mais famosos são a tartaruga, a lebre e a aranha, difundidos por todo o continente e também no Caribe, Estados Unidos e Brasil, como resultado do tráfico de escravos africanos. A primeira literatura escrita aparece no norte da África e, assim como as obras do teólogo cristão Santo Agostinho e do historiador islâmico do século XIV Ibn Khaldun, apresenta fortes vínculos com as literaturas latina e árabe. As primeiras obras escritas da África ocidental datam do século XVI e são fruto do trabalho de eruditos islâmicos sudaneses. A primeira poesia escrita era de caráter religioso e o poeta mais relevante foi Abdulah ibn Muhammed Fudi.
Na África, as obras literárias serviam para denunciar aquilo que não estava correto, mostrar os contrastes políticos e sociais e conclamar as pessoas para a necessidade de mudança. Sempre que se fala em África logo vêm à memória pobreza, sofrimento, escravidão, mas, o que todos não sabem é que a literatura africana é muito rica. As literaturas africanas de língua portuguesa são ainda jovens, têm aproximadamente, 160 anos de existência. Apesar de os primeiros textos e poesias datarem da segunda metade do século XIX onde mantém-se a rima final em grande parte destes e a medida da redondilha maior, características tradicionais de muita poesia popular europeia, sabe-se que esse tipo de procedimento literário não procede da tradição popular africana , só no século XX, na década de 30, em Cabo Verde (com Claridade) de Manuel Lopes é que se abandona esses princípios poéticos, enfileirando no cultivo do verso livre, aproveitando a lição do modernismo português e brasileiro. Quando os poetas de Cabo Verde dispensam as alusões clássicas greco-latinas ou renascentistas (em que era pródigo um José Lopes) e assumem a modernidade discursiva e textual, configurando efeitos de referencialidade que passam pela concreticidade da denúncia frontal ou velada da exploração, opressão e repressão do sistema colonial, a literatura deixa de poder integrar pacificamente as antologias e histórias da literatura portuguesa. Marcada por transparentes desejos de emancipação, liberdade, autodeterminação e independência, a literatura africana, em geral, fala de conflitos sociais, do estatuto do colonizado, de guerras (de guerrilhas) e de revolução, ainda que, muitas vezes, sob o manto diáfano da criptografia.            
Encerrado o ciclo da imprensa e da literatura livres de condicionalismos políticos, abriram-se as portas à literatura colonial, apoiada por organismos do Estado português. Uma torrente de prosa exótica sufocou a metrópole e ratificou o espírito tarzanístico. Os intelectuais africanos retiraram-se para as suas associações culturais ou políticas disfarçadas de recreativas e só muito esporadicamente criaram algo de novo, na tradição do século XIX. Foi necessário esperar por 1936, em Cabo Verde, 1942, em Portugal, e 1948, em Angola, para que as literaturas africanas de língua portuguesa não mais deixassem de ter sequência. Ao surto definitivo dessas literaturas não são alheios os acontecimentos políticos e militares de 1936 a 1945.
Poema de Costa Alegre, um dos percursores da literatura africana de expressão portuguesa no domínio poético.
Tu tens horror de mim, bem sei, Aurora,
Tu és o dia, eu sou a noite espessa,
Onde eu acabo é que o teu ser começa.
Não amas!... Flor, que esta minha alma adora.
És a luz, eu a sombra pavorosa,
Eu sou a tua antítese frisante,
Mas não estranhes que te aspire formosa,
Do carvão sai o brilho do diamante.
 (Costa Alegre, Aurora, in Versos, 1946, p.26).

Luciane A. Santos da Silva - Nº 18

Bibliografia:
http://www.grupoescolar.com/pesquisa/literatura-africana.html
http://lusofonia.com.sapo.pt/LA.htm



A literatura asiática na década de 30


Conhece-se como literatura um conjunto de obras literárias de reconhecido valor estético desenvolvida em determinado país, época, gênero e outras subespecificações. Neste caso abordaremos a literatura da década de 30, período que grandes países sofriam as conseqüências do “Crash” da Bolsa de Valores de 29 e dos excessos da década anterior, os “Loucos Anos 20”, porém, com um maior enfoque no continente Asiático, o chamado “berço da civilização”. 
A literatura asiática como um todo sofreu grande influência da literatura persa clássica e das tradições poéticas e folclóricas dos países que compõem o continente. A poesia foi o meio de expressão mais popular, pois, contava com uma maior complexidade e possuia como contexto os diversos conflitos que vieram a culminar na Segunda Guerra Mundial em 1939, enquanto a prosa foi utilizada para fins com um apelo social menor, como contos curtos ou infantis e registros históricos. 
Por ser um continente extremamente extenso possui uma literatura diversificada com peculiaridades em relação a cada um dos 45 países que o compõem, para exemplificarmos um pouco dessa variedade cultural abordaremos mais profundamente a literatura de dois países específicos, sendos estes, respectivamente, Rússia e Japão. 
Recheada de nomes de destaque durante toda sua história como Dostoievski (1821/1881), Tolstói (1828/1910) e Tchékhov (1860/1904) a literatura russa foi marcada por grandes e revolucionários escritores, e portanto, não seria diferente durante a década de 30, e o destaque em questão foi Leon Trotski. 


“A vida é bela. Que as futuras gerações a livrem de todo mal e opressão, e possam desfrutá-la em toda sua plenitude”. Leon Trotski.
Antes de se destacar na literatura Trotsky foi um intelectual marxista, participante da revolução bolchevique, criador e comandante do chamado Exército Vermelho (que veio a se transformar no Exercito Soviético após alguns anos) e ocupou ainda cargos de grande importância como o de Comissário do Povo e líder do Partido Comunista da União Soviética (isso até que Stalin o afastasse). 
Foi durante seu exílio (ordenado por Stalin) no México que Trotsky se dedica com maior afinco as suas obras. A primeira foi sua autobiografia “Minha Vida(1930)” e em seguida vieram “A Revolução Permanente(1930)”, “A História da Revolução Russa” (dividida em dois volumes lançados respectivamente em 1930 e 1932) e “A Revolução Traída(1936)”, sendo este ultimo uma obra polêmica pois Trotsky utiliza-a para criticar duramente o Stalinismo. 

O Japão por sua vez colhia os frutos da Era Meiji (era de insutrialização e modernização pós Primeira Guerra Mundial), porém tanta positividade e a política imperialista levou-o a investir furiosamente contra a China, o que acaba causando a Segunda Guerra Sino Japonesa(1937/1945) que acarretou outros acontecimentos ainda mais importantes como o embargo americano em relação ao petróleo japonês(1940) que acabou culminando no ataque a Pearl Jabor e ao bombardeamento de Hiroshima e Nagazaki(1945).


"Mas a minha angústia mental e a exaustão eram tão grandes, que as flores de oleandro que floresciam em um canto do jardim pareciam línguas de fogo..." Osamu Dazai.
Diante destes acontecimentos surgiu Osamu Dazai(1909/1948), autor japonês consagrado internacionalmente é conhecido pelo seu pessimismo e uso constante da ironia em suas obras, além de ser um dos pioneiros na literatura do estilo Watakushi shosetsu, estilo este caracterizado pela escrita na primeira pessoa do singular e uso da temática romântica, um grande exemplo disso é sua obra “Ningen Shikkaku”, que em português significa “Desqualificado para ser humano”. 
Aterrorizado com a situação do seu país e cumprindo o que muitos já previam graças ao seu grande pessimismo Dazai se suicidou no dia de seu aniversário de 39 anos juntamente com sua mulher, deixando incompleta a sua ultima obra que se chamaria “Adeus”.
Houve, porém escritores que apesar de tudo não se deixaram levar pelas dificuldades da época e desenvolveram a literatura japonesa, observando-se a hegemonia dos poemas, estilo adotado pelos japoneses até os dias de hoje. 

Por: Maria Eduarda Rocha Braga 
Número: 22

Bibliografia: http://www.japaoemfoco.com/ http://pt.wikipedia.org/wiki/Osamu_Dazai https://www.algosobre.com.br/biografias/leon-trotski.html http://www.infoescola.com/uniao-sovietica/bolcheviques/ http://www.literar.com.br/top-russos/ https://www.marxists.org/portugues/trotsky/1930/mes/maiakovsky.htm http://www.todamateria.com.br/paises-da-asia/ http://www.suapesquisa.com/quemfoi/dostoievski.htm

quarta-feira, 13 de maio de 2015

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3º ano E